Atores do Ecossistema de Inovação no Setor Público: Uma Abordagem Qualitativa Comparada Brasil-Espanha

Autores

DOI:

https://doi.org/10.36367/ntqr.14.2022.e726

Palavras-chave:

Inovação no setor público, Ecossistema de inovação, Atores, Brasil, Espanha

Resumo

A discussão sobre ecossistema de inovação vem se intensificando nos últimos 15 anos e, considerando que os serviços públicos desempenham um papel essencial para a gestão da inovação, uma abordagem na qual as organizações públicas ocupam um lugar central apresenta uma oportunidade de avanço teórico-empírico na temática. Utilizando-se de uma abordagem qualitativa e comparada, o objetivo deste artigo é caracterizar os atores envolvidos no ecossistema de inovação no setor público. Para tal, foram utilizadas como objeto de análise de conteúdo 224 experiências de inovação no setor público premiadas no Brasil e na Espanha, no período de 2007 a 2018. Mediante aplicação de três princípios relacionados com rigor científico da pesquisa - validade, confiabilidade e replicabilidade - os resultados apresentam uma base de dados com descrição longitudinal do fenômeno que consolida evidências empíricas que classificam os atores relacionados com os ecossistemas de inovação no setor público brasileiro e espanhol. Para além do exposto, os dados analisados revelaram ecossistemas com característica endógena, bem como variáveis que traduzem elementos-chave para a inovação pública. Ademais, a análise oportunizou repositório de informações conferidas aos gestores e formuladores de políticas públicas, que almejam incrementar o desempenho dos projetos de inovação no setor público. 

Referências

Bason, C. (2018). Leading public sector innovation: Co-creating for a better society. Policy Press.

Bassis, N. F., & Armellini, F. (2018). Systems of innovation and innovation ecosystems: a literature review in search of complementarities. Journal of Evolutionary Economics, 28(5), 1053-1080. https://doi.org/10.1007/s00191-018-0600-6.

Bekkers, V., & Tummers, L. (2018). Innovation in the public sector: towards an open and collaborative approach. International Review of Administrative Sciences. 84(2), 209-213. https://doi.org/10.1177/0020852318761797.

Bogers, M., Sims, J., & West, J. (2019). What is an ecosystem? Incorporating 25 years of ecosystem research. In: Academy of Management Proceedings. 19 (1). http://dx.doi.org/10.2139/ssrn.3437014.

Brogaard, L. (2021). Innovative outcomes in public-private innovation partnerships: a systematic review of empirical evidence and current challenges. Public Management Review, 23(1), 135-157. https://doi.org/10.1080/14719037.2019.1668473.

Cappelle, M. C. A., Melo, M. C. D. O. L., & Gonçalves, C. A. (2003). Análise de conteúdo e análise de discurso nas ciências sociais. Organizações rurais & agroindustriais, 5(1). http://revista.dae.ufla.br/index.php/ora/article/view/251.

Carayannis, E. G., Grigoroudis, E., Campbell, D. F., Meissner, D., & Stamati, D. (2018). The ecosystem as helix: an exploratory theory?building study of regional co?opetitive entrepreneurial ecosystems as Quadruple/Quintuple Helix Innovation Models. R&D Management, 48(1), 148-162. https://doi.org/10.1111/radm.12300.

Creswell, J. W. (2014). A concise introduction to mixed methods research. SAGE publications.

Desmarchelier, B., Djellal, F., & Gallouj, F. (2019). Towards a servitization of innovation networks: a mapping. Public Management Review, 22(9), 1368-1397. https://doi.org/10.1080/14719037.2019.1637012.

De Vries, H., Bekkers, V., & Tummers, L. (2016). Innovation in the public sector: a systematic review and future research agenda. Public Administration, 94(1), 146-166. https://doi.org/10.1111/padm.12209.

Djellal, F., & Gallouj, F. (2008). A model for analysing the innovation dynamic in services: the case of assembled services. International Journal of Services Technology and Management, 9(3-4), 285-304.

Djellal, F., Gallouj, F. & Miles, I. (2013). Two decades of research on innovation in services: which place for public services? Structural Change and Economic Dynamics, 27, 98-117. https://doi.org/10.1016/j.strueco.2013.06.005.

Escola Nacional de Administração Pública (ENAP). (2020). Concurso Inovação no Setor Público. https://inovacao.enap.gov.br/o-concurso/.

España. (2019). Ministerio de Política Territorial y Función Pública (2019). Secretaría de Estado de Funcción Pública. Dirección general de gobernanza pública. Premios a la Calidad y Innovación en la Gestión Pública. https://www.mptfp.gob.es/portal/funcionpublica/gobernanza-publica/calidad/reconocimiento/premios.html.

Freelon, D. G. (2010). ReCal: Intercoder reliability calculation as a web service. International Journal of Internet Science, 5(1), 20-33.

Gallouj, F., Rubalcaba, L., Toivonen, M. & Windrum, P. (2018). Understanding social innovation in services industries. Industry and Innovation, 1-19. http://doi.org/10.1080/13662716.2017.1419124.

Gallouj, F., & Weinstein, O. (1997). Innovation in services. Research policy, 26(4-5), 537-556.

Godoy, A. S. (1995). Pesquisa qualitativa: tipos fundamentais. Revista de Administração de empresas, 35(3), 20-29.

Gomes, L. A. V., Facin, A. L. F., Salerno, M. S., & Ikenami, R. K. (2018). Unpacking the innovation ecosystem construct: Evolution, gaps and trends. Technological Forecasting and Social Change, 136, 30-48. https://doi.org/10.1016/j.techfore.2016.11.009.

Granstrand, O., & Holgersson, M. (2020). Innovation ecosystems: a conceptual review and a new definition. Technovation, 90-91, 102098. https://doi.org/10.1016/j.technovation.2019.102098.

Heaton, S., Siegel, D. S., & Teece, D. J. (2019). Universities and innovation ecosystems: a dynamic capabilities perspective. Industrial and Corporate Change, 28(4), 921-939. https://doi.org/10.1093/icc/dtz038.

Hernandez-Nieto, R. A. (2002). Contributions to statistical analysis. Universidade de Los Andes.

Humphreys, M., & Jacobs, A. M. (2015). Mixing methods: a bayesian approach. American Political Science Review, 109(4), 653-673.

Isidro, A. (2018). Gestão pública inovadora: Um guia para a inovação no setor público. CRV.

Krippendorff, K. (2018). Content analysis: an introduction to its methodology. Sage Publications.

Li, J. F., & Garnsey, E. (2014). Building joint value: ecosystem support for global health innovations. In: Collaboration and competition in business ecosystems, (30), 69-96. Emerald Group Publishing Limited.

Moore, J. F. (1993). Predators and prey: a new ecology of competition. Harvard business review, 71(3), 75-86.

Moore, J. F. (1996). The death of competition: leadership and strategy in the age of business ecosystems. HarperCollins.

Oh, D. S., Phillips, F., Park, S., & Lee, E. (2016). Innovation ecosystems: a critical examination. Technovation, 54, 1-6. https://doi.org/10.1016/j.technovation.2016.02.004.

Nelson, R. R., & Yates, D. (1978). Innovation and implementation in public organizations. Lexington Books.

Neuendorf, K. (2002). The content analysis guidebook. Sage Publications.

OECD. (2020). Digital government index: 2019 results. OECD Public Governance Policy Papers. OECD Publishing. https://doi.org/10.1787/4de9f5bb-en.

OECD. (2019). The innovation system of the public service of Brazil: an exploration of its past, present and future journey. OECD Publishing. https://doi.org/10.1787/a1b203de-en.

Olmeda, J. A., Parrado, S., & Colino, C. (2017). Las administraciones públicas en España. Tirant lo Blanch. 77-113.

Ployhart, R. E., & Vandenberg, R. J. (2010). Longitudinal research: the theory, design, and analysis of change. Journal of management, 36(1), 94-120. https://doi.org/10.1177/0149206309352110.

Riffe, D., Lacy, S., Fico, F., & Watson, B. (2019). Analyzing media messages: Using quantitative content analysis in research. Routledge.

Ritala, P., Almpanopoulou, A., & Blomqvist, K. (2017). Innovation ecosystem emergence barriers: institutional perspective. In: ISPIM Innovation Symposium, 1-11. The International Society for Professional Innovation Management (ISPIM).

Rong, K., & Shi, Y. (2015). Business ecosystem nurturing process. Palgrave Macmillan.

Saldaña, J. (2015). The coding manual for qualitative researchers. Sage.

Sampaio, R., & Lycarião, D. (2018). Eu quero acreditar! Da importância, formas de uso e limites dos testes de confiabilidade na análise de conteúdo. Revista de Sociologia e Política, 26(66), 31-47. https://doi.org/10.1590/1678-987318266602.

Schumpeter, J. A. (1934). The theory of economic development. Harvard University.

Scott, J. (2014). A matter of record: documentary sources in social research. Polity Press.

Silva, A. B., Godoi, C. K., & Bandeira-de-Mello, R. (2012). Pesquisa qualitativa em estudos organizacionais: Paradigmas, estratégias e métodos. 2. Ed. Saraiva.

Torfing, J. (2019). Collaborative innovation in the public sector: the argument. Public Management Review, 21(1), 1-11. https://doi.org.10.1080/14719037.2018.1430248.

Vergara, S. C. (2005). Métodos de pesquisa em administração. Atlas.

Downloads

Publicado

2022-07-08

Como Citar

Dayse Karenine de Oliveira Carneiro, Antonio Isidro, & J. Ignacio Criado. (2022). Atores do Ecossistema de Inovação no Setor Público: Uma Abordagem Qualitativa Comparada Brasil-Espanha. New Trends in Qualitative Research, 14, e726. https://doi.org/10.36367/ntqr.14.2022.e726