O CONSUMO DE LUXO. MAMÃ, HERMÉS E EU - UMA IDENTIDADE SOCIAL?
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Resumo
A pertinência de uma Investigação sobre o Consumo de Luxo prende-se com o realentar a Distinção Social que concebe diferenças culturais. Partindo deste ponto, este estudo tem como objetivo refletir sobre os atores sociais e o que os conduz à procura de um Estatuto Social de Prestígio; a uma Identidade e Imagem que este Consumo de Ostentação lhes concede, as Culturas Subjetivas, os Estilos de Vida como sinais externos de classe e, os projetos que exprimem narrativas de sentido. Estudo de interesse incontornável para quem pretende abordar e compreender a reprodução das desigualdades de classe, os Gostos e a Identidade dos atores sociais. Utilizando conceitos dissemelhantes como os de habitus e de trajetórias de classe, centra-se na elaboração simbólica das subjetividades, na estruturação de estilos de vida e nas suas configurações de distinção. É uma abordagem focalizada na classe alta da sociedade portuguesa. Uma análise onde se articulam as vertentes socioculturais e económicas. Numa sociedade que não só privilegia o consumo em detrimento da produção, como lhe concede desmedido protagonismo enquanto elemento de diferenciação social, o consumo passou a centrar-se no significado social dos bens. É por essa via que os indivíduos marcam posições na estrutura social, e compõem as suas identidades e estilos de vida. Estabelece-se assim uma relação de condicionamento entre o volume de capital que o indivíduo detém e os seus gostos. A sociedade de consumo caracteriza-se pelo paradoxo de prometer a satisfação dos desejos humanos, como nenhuma outra sociedade foi capaz de o fazer, e do poder de sedução desta promessa só? se manter enquanto o sujeito não estiver completamente satisfeito.
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