Relações raciais no Facebook: Análise de comentários acerca de conteúdos raciais digitais
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Resumo
Introdução: No Brasil, o racismo é visto como inexistente, tendo em vista que se nega qualquer manifestação desse comportamento ou é atrelado à conduta do outro. Contudo, essa negação não apaga sua incidência. Objetivos: Partindo dessa evidência, que pode ser reportada no desenvolvimento das relações físicas e virtuais, esta pesquisa tem por objetivo conhecer as crenças raciais no Facebook. Métodos: Os dados para realização deste estudo foram coletados a partir do descritor “Racismo”, buscado em páginas e grupos abertos no site Facebook (http://facebook.com.br/). Tais comentários foram transformados em um corpus textual analisado a partir do software Iramuteq. Resultados: A Classificação Hierárquica Descendente - CHD estruturou os comentários em 4 classes: Classe 1 “ideologia de branqueamento”, (38,07% das UCEs); Classe 2 “representatividade negra”, (15,34% das UCEs); Classe 3 “o mito da democracia racial”, (28,41% das UCEs) e Classe 4 “inferiorização social”, (18,18 % das UCEs). Conclusões: Os resultados da análise mostram como as crenças raciais são expostas no Facebook, reproduzindo manifestações ofensivas, que corroboram com o racismo que acontece no contexto físico.
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