TURISMO SUSTENTÁVEL: HÁ CAMINHO PARA ESTRATÉGIAS EFICAZES DE GOVERNAÇÃO?
##plugins.themes.bootstrap3.article.main##
Resumo
O presente trabalho pretende refletir sobre a proporção de trabalhos académicos (existentes num repositório Português de acesso aberto - RCAAP) que usa indicadores para delinear novas estratégias de turismo sustentável. E que implicações podem daí resultar no âmbito da formação académica e investigação na área. Uma seleção baseada em critérios de acordo com os objetivos propostos reuniu 70 trabalhos (entre teses de mestrado e doutoramento, artigos científicos e relatórios). Recorreu-se a uma análise qualitativa com o programa Nvivo, cuja codificação é uma das técnicas para retirar sentido dos documentos recolhidos. Codificou-se o conteúdo da amostra em temas (nós). A análise usada incide na interação dos nós (temas) com os casos (documentos), por meio de questões (queries) baseadas nos objetivos. Constata-se que a maioria dos trabalhos não aborda indicadores de sustentabilidade turística, e os poucos que os abordam são mais descritivos. A comunidade académica, com seus centros de investigação, tem aqui um papel crucial ao incentivar estudos empíricos sobre índices de sustentabilidade e metodologias de definição dos mesmos. A criação e monitorização de tais medidores, acessíveis e partilháveis pelos atores envolvidos, é o caminho para um desenvolvimento sustentável assertivo deste importante setor de atividade face aos seus desafios atuais.
Downloads
##plugins.themes.bootstrap3.article.details##
Como Citar

Este trabalho encontra-se publicado com a Licença Internacional Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0.
openAccess
openAccess
Freitas, N., Souza, P., Zambra, E., Pereira, R., & Romeiro, M. (2014). As discussões sobre a sustentabilidade na atividade turística: Uma análise para o Brasil na última década. El Periplo Sustentable, 27, 54-91.
Gössling, S., Scott, D., & Hall, C. (2013). Challenges of tourism in a low-carbon economy. WIREs Clim Change, 4, 525–538. Doi: 10.1002/wcc.243.
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2017). Estatísticas – população. Retrieved from https://www.ibge.gov.br/estatisticas-novoportal/sociais/populacao.html.
INE (2018). Estatísticas de Portugal. Retrieved from https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpgid=ine_main&xpid=INE&xlang=pt.
Jafari, J. (2019). Closing gaps in tourism intelligence for creative destination development. Conferência Creatour – Creative Tourism. University of Algarve, Faro, Portugal.
Melo, F., & Farias, S. (2018). Sustainability communication and its effect in consumer intention to visit a tourist destination. Tourism Management Studies, 14(2), 36-44. Doi: 10.18089/tms.2018.14204.
Nepstad, D. et al. (2014). Slowing Amazon deforestation through public policy and interventions in beef and soy supply chains. Science, 344, 6188, 1118-1123. Doi: 10.1126/science.1248525.
Ruhanen, L., Weiler, B., Moyle, B. & McLennan, C. (2015). Trends and patterns in sustainable tourism research: A 25-year bibliometric analysis. Journal of sustainable tourism, 23, 4, 517-535.
Stillwell, D. (2011). Indicadores de sustentabilidade aplicados ao contexto do desenvolvimento turístico Português. Dissertação de Mestrado, Faculty of Sciences, University of Lisbon.
Veloso, C. (2015). Turismo Sustentável: Uma Análise através da Teoria dos Stakeholders. Dissertação de Mestrado. Instituto Superior de Gestão, Lisboa.
Wimmler, C., Hejazi, G., Fernandes, E., Moreira, C., & Connors, S. (2015). Multi-criteria decision support methods for renewable energy systems on islands. Journal of Clean Energy Technologies, 3(3), 185-195. Doi: 10.7763/JOCET.2015.V3.193.
World Economic Forum (2017). Travel & Tourism Competitiveness Report 2017. World Economic Forum. Retrieved from http://reports.weforum.org/travel-and-tourism-competitiveness-report-2017/.
Yoopetch, C. & Nimsai, S. (2019). Science mapping the knowledge base on sustainable tourism development 1990-2018. Sustainability, 11, 3631, 1-17.