##plugins.themes.bootstrap3.article.main##

Sandra Sousa

Fátima Matos

Rafael Fernandes Mesquita

Marco Ribeiro Henriques

Aldryn Cardoso

Resumo

Trabalhadores homossexuais são, constantemente, vítimas de discriminação no contexto laboral. Esta discriminação pode ser sentida, de forma negativa (quando a sua sexualidade prejudica a sua experiência na organização), ou de forma positiva (quando sua sexualidade contribui para a sua experiência na organização). Assim, o objetivo desse trabalho foi investigar os aspectos que caracterizam os dois tipos de discriminação (positiva e negativa) corrente em contexto organizacional, de trabalhadores com uma sexualidade não-normativa. A partir de uma abordagem qualitativa, realizamos entrevistas semiestruturadas a trabalhadores homossexuais (gays e lésbicas), em Coimbra, Portugal. Os resultados mostraram que trabalhadores homossexuais ainda são muito estigmatizados no contexto laboral e que a discriminação por orientação sexual, apesar de prevista no Código Penal como crime e protegida pela lei do Código do Trabalho, ainda é uma realidade assente nas organizações, a afetar tanto a função do trabalhador homossexual como a sua vida afetiva. Concluiu-se assim que, apesar de a maior parte dos entrevistados revelarem ter sido apenas vítimas de discriminação indireta, o estigma homossexual ainda está muito enraizado no contexto laboral.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

##plugins.themes.bootstrap3.article.details##

Seção
Estudos Empíricos com Reflexão Metodológica

Como Citar

Sousa, S., Matos, F., Mesquita, R. F., Henriques, M. R., & Cardoso, A. (2020). Discriminação positiva e discriminação negativa de pessoas com sexualidade não-normativa no contexto laboral. New Trends in Qualitative Research, 4, 96-111. https://doi.org/10.36367/ntqr.4.2020.96-111
Referências

Alves, M. A. & Galeão-Silva, L. G. (2004). A crítica da gestão da diversidade nas organizações. RAE - Revista de Administração de Empresas,44, pp. 20-28.

Amnistia Internacional. (s.d). Declaração Universal dos Direitos Humanos. Recuperado em 2, maio, 2018, de https://www.amnistia.pt/declaracao-universal-dos-direitos-humanos.

Bardin, L. (2002) Análise de conteúdo. Lisboa: edições 70.

Bogdan, R. C. & Biklen, S. K. (1994).Investigação qualitativa em educação. Portugal: Porto Editora.

Borrillo, D. (2010). História e crítica de um preconceito. Belo Horizonte: Autêntica Editora.

Braga, C. S. C., de Queiroz Machado, D., Moreira, M. Z., de Mesquita, R. F., & Matos, F. R. N. (2018, October). Contributions and limits to the use of softwares to support content analysis. In: World Conference on Qualitative Research (pp. 12-21). Springer, Cham.

Costa, A.M.M. (2007). A discriminação por orientação sexual no trabalho: aspectos legais. In F. Pocahy. Rompendo o silêncio: homofobia e heterossexismo na sociedade contemporânea. Porto Alegre: Nuances.

Dourlen, M. (2005). Sentimento de humilhação e modos de defesa do eu. Narcisismo, masoquismo, fanatismo. In I. Marson, & M. Naxara (Orgs.). Sobre a humilhação: sentimentos, gestos, palavras. EDUFU: Uberlândia.

Downe-Wamboldt, B. (1992). Content analysis: method, applications, and issues. Health Care Women Int; 13(3), pp. 313-321.

Ferreira, R. C. (2007). O gay no ambiente de trabalho: análise dos efeitos de ser gay nas organizações contemporâneas. Brasília: FACE.

Fleury, M. T. L. (2000). Gerenciando a diversidade cultural: experiências de empresas brasileiras. Revista de Administração de Empresas, São Paulo, 4 (3), pp. 18-25.

Fontanella, B., Ricas, J. & Turato, E. (2008). Amostragem por saturação em pesquisas qualitativas em saúde: contribuições teóricas.Cad. Saúde Pública, 24, pp.17-27.

Garcia, A. & Sousa, A. (2010). Sexualidade e trabalho: estudo sobre a discriminação de homossexuais masculinos no setor bancário. Revista de Administração Pública, 44. pp. 1353-1377

Gluz, N. (2010). Discriminação positiva. In D.A. Oliveira, A.M.C. Duarte & L.M.F. Vieira. Dicionário: trabalho, profissão e condição docente. Belo Horizonte: Editora da UFMG.

Godoy, A. (1995). Introdução à Pesquisa Qualitativa e suas Possibilidades. São Paulo: Revista de Administração de Empresas, 35. pp. 57-63.

Goffman, E. (1891) Estigma-Notas Sobre a Manipulação da Identidade. Livros Técnicos e Científicos Editora: São Paulo.

Guerra, R. D. (2006). Mulher e discriminação. Belo Horizonte: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

Irigaray, H.A.R. (2011). Orientação Sexual e Trabalho. GV Executivo, (2), pp. 45-47.

Irigaray, H. A. R. (2008). Discriminação por orientação sexual no ambiente de trabalho: uma questão de classe social? Uma análise sob a ótica da pós-modernidade crítica e da queer theory. Salvador da Bahia: Anais do Encontro de Administração Pública e Governança, Salvador.

Link, B. G., & Phelan, C. (2001). Conceptualizing Stigma. New York: University of Colombia and New York State Psychiatric Institute.

Martinelli, B. (2015). Peculiaridades do Trabalho nos Call Centers: Um estudo das teleoperadoras de Campinas-SP. Campinas-SP: Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas.

Medeiros, M. (2007). O trabalhador homossexual: o direito a identidade sexual e a não discriminação no trabalho. In F. Pocahy. Rompendo o silêncio: homofobia e heterossexismo na sociedade contemporânea. Políticas, teoria e atuação. Porto Alegre: Nuances.

Menezes, P. L. de. (2003). Ação afirmativa: os modelos jurídicos internacionais e a experiência brasileira. Revista dos Tribunais, 92 (816), pp. 39-61.

Merriam, S. B. (1998). Qualitative research and case study applications in education. San Francisco: Jossey-Bass.

Minayo, M. C. S. (1994) Ciência, técnica e arte: o desafio da pesquisa social. In S.F. Deslandes, O. C. Neto, R.

Gomes, R. & M.C.S. Minayo. (1999). Pesquisa Social: teoria, método e criatividade. Petrópolis: Vozes.

Myers, A. (2003). O valor da diversidade racial nas empresas. Estudos Afro-Asiáticos, 3, pp, 483-515.

Nunes, R. (2017). Homossexualidade e Ambiente de trabalho: Contribuições da comunicação organizacional para a gestão da diversidade sexual. Brasília: Universidade de Brasília, Faculdade de Comunicação.

Ragins, B.R. & Cornwell, J.M. (2001). Pink triangles: antecedents and consequences of perceived workplace discrimination against gay and lesbian employees. Journal of Applied Psychology, 86( 6), pp, 1244-1261.

Sanches, V. K. C. (2006). A discriminação por orientação sexual no contrato de trabalho. Curitiba: Centro de Ciências Jurídicas e Sociais.

Santos, N., Silva, L. & Cassandre, M. (2017). Quem disse Berenice, que ser Gay é ser bom vendedor de lojas de shopping. Revista de Carreias e Pessoas, 7, pp, 88-112.

Santos, R. L. de M. (2016). A discriminação de homens gays na dinâmica das relações de emprego: reflexões sob a perspectiva do direito fundamental ao trabalho digno. Brasília: Universidade de Brasília.

Saraiva, L. A. S. & Irigaray, H. A. R. (2009). Políticas de diversidade: uma questão de discurso? RAE. Revista de Administração de Empresas, 49, pp, 337-348.

Torma, C. (2013). A Lésbica no Ambiente de Trabalho: Análise dos efeitos de ser Lésbicas em Organizações Contemporâneas.