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Maria do Perpétuo do Socorro Sousa Nóbrega https://orcid.org/0000-0002-4974-0611

Priscila Maria Marcheti https://orcid.org/0000-0002-1662-4139

Sonia Regina Zerbetto https://orcid.org/0000-0002-2522-1948

Larissa Almeida Rézio https://orcid.org/0000-0003-0750-8379

Aline Macêdo Queiroz https://orcid.org/0000-0002-7374-011X

Anderson Reis de Sousa https://orcid.org/0000-0001-8534-1960

Wanderson Carneiro Moreira https://orcid.org/0000-0003-2474-1949

Resumo

Objetivo: Analisar as representações sociais dos profissionais de enfermagem residentes no Brasil sobre a pandemia da Covid-19 no contexto da saúde mental. Método: estudo qualitativo com 719 profissionais das cinco regiões geográficas, a partir de formulário virtual. Empregou-se o software IRaMuTeQ®? para preparo do material empírico e Análise de Conteúdo Temática, e interpretação à luz do referencial teórico das Representações Sociais. Resultados: Participaram Técnicos de Enfermagem (20%), Enfermeiros (47,2%), Obstetrizes (0,5%), Enfermeiros docente-pesquisadores (15%), Enfermeiros Pós-graduandos (13,4%), Enfermeiros especializando (3,7%). As RS dos profissionais de enfermagem são elaboradas na esfera do processo de trabalho precarizado e nas vivências naturalizadas da construção social da profissão, antes e no contexto pandêmico, são fotografias da realidade de uma categoria tomada como máquina de uma engrenagem e não constituída de sujeitos de direitos. Revela-se uma realidade que tem subtraído a possibilidade de estes projetarem planos para o futuro e abre espaço para a produção do adoecimento mental. É fundamental ampliar o debate sobre os desafios cotidianos da profissão para que seja possível potencializar o valor do seu trabalho, de vanguarda e sua essencialidade nos sistemas de saúde, e que a Enfermagem não pode calar. Considerações Finais: Foi possível apreender que os profissionais de enfermagem residentes no Brasil, vinham realizando o trabalho de forma precarizada antes da pandemia da Covid-19, e em suas práticas não produziam grandes questionamentos. Com a pandemia e o risco de contaminação, os profissionais passaram a olhar a prática profissional mais de perto e sentiram medo das vivências naturalizadas e simplificadas frente ao não uso de equipamentos de proteção individual. Logo, compreenderam que cuidar do outro implica também cuidar de si. Este estudo também revela que os profissionais precisam ressignificar a construção social da profissão e constituir uma consciência de classe frente ao modo de produção no qual estão inseridos.

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Seção
Estudos Empíricos com Reflexão Metodológica

Como Citar

Maria do Perpétuo do Socorro Sousa Nóbrega, Priscila Maria Marcheti, Sonia Regina Zerbetto, Larissa Almeida Rézio, Aline Macêdo Queiroz, Anderson Reis de Sousa, & Wanderson Carneiro Moreira. (2022). REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM BRASILEIROS SOBRE A COVID-19 NO CONTEXTO DA SAÚDE MENTAL. New Trends in Qualitative Research, 13, e711. https://doi.org/10.36367/ntqr.13.2022.e711
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