##plugins.themes.bootstrap3.article.main##

Aisllan Assis https://orcid.org/0000-0003-1727-4211

Resumo

Introdução: As práticas grupais são amplamente utilizadas na pesquisa qualitativa em saúde, sendo fundamentais para a produção de conhecimento baseado no compartilhamento de identidades, territórios e saberes. O grupo focal e a roda de diálogos são dispositivos e métodos exemplares da pesquisa qualitativa, que potencializam a produção de conhecimento com ética e humanização. Seus usos e aplicações na investigação qualitativa são diversos; Objetivos: O objetivo do trabalho é refletir sobre a utilização das práticas grupais na investigação qualitativa em saúde, analisando a realização do grupo focal e rodas de diálogos com pessoas e comunidades em situação de vulnerabilidade, em Ouro Preto, Minas Gerais, Brasil; Métodos Na forma de ensaio, o trabalho analisa “os sentidos da roda”para refletir sobre vínculo, rede, técnicas e processo grupal na investigação qualitativa em saúde. O ensaio é aqui tomado como forma de resistência e produção de conhecimento coletivo e dialético. Uma forma de conversa com o conhecimento; Resultados A primeira reflexão consta da “Construção da roda”, quando são analisados os conceitos de vínculo e cuidado nas práticas grupais. Segue-se para “Os giros da roda” para refletir sobre as técnicas e processo grupal na investigação qualitativa, e finalmente, analisa-se “uma rede de rodas” pela qual se tem produzido conhecimento voltado para o acolhimento e o empoderamento de pessoas e comunidades em situação de vulnerabilidade; Conclusões. As práticas grupais são potentes dispositivos para a produção de conhecimento em saúde, por estarem baseadas na produção de subjetividades, ao mesmo tempo que as revelam e fortalecem. O grupo é, por assim dizer, técnica e processo da investigação qualitativa que se baseia na ética e na humanização da produção de conhecimento implicado com a transformação da realidade das pessoas. Em situações de vulnerabilidade, as práticas grupais produzem conhecimento, ao mesmo tempo que promovem o acolhimento e empoderamento de pessoas e comunidades.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

##plugins.themes.bootstrap3.article.details##

Seção
Estudos Empíricos com Reflexão Metodológica

Como Citar

Aisllan Assis. (2023). “OS SENTIDOS DA RODA”: PRÁTICAS GRUPAIS NA INVESTIGAÇÃO QUALITATIVA EM SAÚDE. New Trends in Qualitative Research, 18, e842. https://doi.org/10.36367/ntqr.18.2023.e842
Referências

Abrahão, A. L., & Merhy, E. E. (2014). Formação em saúde e micropolítica: sobre conceitos-ferramentas na prática de ensinar. https://www.scielo.br/j/icse/a/nV9LbfrSj7vnMfpZgG6mKfG/?lang=pt .

Assis, A., Claudino, P., & Oliveira, T. (2010). ). Grupo de Familiares na Prática de ensino de graduação em Enfermagem. Revista da Escola de Enfermagem da USP, 44, 833.

Assis. A.D. (2019). Louca América: a luta por uma América Latina sem manicômios. Tese de doutorado. Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/4492 .

Assis, A., & Prado, I. (2021). A grande roda da saúde coletiva: cuidado, acolhimento e saúde mental em Ouro Preto / MG. Além dos Muros da Universidade, 6, Artigo https://periodicos.ufop.br/alemur/article/view/4243/3628.Assis, A. (2022). De mãos dadas com Antônio Pereira. Diário de Ouro Preto, Ouro Preto, MG, p. 1 - 10, 21 jul. https://www.diariodeouropreto.com.br/coluna-de-maos-dadas-com-antonio-pereira/ .

Assis, A. (2022). De mãos dadas com Antônio Pereira. Diário de Ouro Preto, 1. https://diariodeouropreto.com.br/coluna-de-mãos-dadas-com-antonio-pereira

Assis, A.; Vianna, CM ; Vaz, D.L.M.; Santos, E.D.P.; Oliveira, L.C.D.; Torres, I.H.D.; Rodrigues, L.L; Evangelista, M.A.E; Brito, P. O. A. (2020). ACALENTO: grupo de acolhimento virtual dos profissionais de saúde de Ouro Preto, Minas Gerais. RAÍZES E RUMOS, v. 8, p. 202-2012. https://doi.org/10.9789/2317-7705.2020.v8i1.202-212 .

Ayres, J. R. C. M; França Júnior, I; Calazans, G.J; Saletti Filho, H. (2009). O conceito de vulnerabilidade e as práticas em saúde: novas perspectivas e desafio. In: D. Czeresnia & Freitas, C.M. (org). Promoção da saúde: conceitos, reflexões, tendências. (v.1, cap. 6, pp 121-144). Rio de Janeiro: Editora Fiocruz.

Ayres, J. R. C. M. (2004). Cuidado e reconstrução das práticas. Rev. Interface – Comunic., Saúde, Educ., Botucatu, v. 8, n. 14, p. 73-92, set./fev. https://doi.org/10.1590/S1414-32832004000100005 .

Barbosa, M. I. S., & Bosi, M. L. M. (2017). Vínculo: um conceito problemático no campo da Saúde Coletiva. Physis: Revista De Saúde Coletiva, 27(Physis, 2017 27(4)). https://doi.org/10.1590/S0103-73312017000400008 .

Barbour, R. (2009). Grupos focais. (M.F. Duarte, Trad.). Porto Alegre: Artmed.

Boissevain, J. (1976). Friends of Friends. Networks, manipulators and coalition. Oxford: Blackwell.

Baremblitt, G. (org.) (1986). Grupos: teoria e técnica. Rio de Janeiro: Edições Graal.

Bechler, R. R.; Sales, P. J. (2015). Ouro Preto de todos os tempos: sentidos e efeitos do patrimônio na condição histórica da cidade. Revista História Hoje, v. 3, p. 67. https://doi.org/10.20949/rhhj.v3i6.157 .

Bezerra, O. M.P.A et al (2017). Pênfigo Foliáceo Endêmico (Fogo Selvagem) e sua associação com fatores ambientais e ocupacionais em Ouro Preto, Minas Gerais, Brasil. Cadernos Saúde Coletiva, 25(Cad. saúde colet.25(2)). https://doi.org/10.1590/1414-462X201700020299 .

Bohnsack, R. (2020). Pesquisa social reconstrutiva: introdução aos métodos qualitativos. (M.A. Hediger, Trad.). Petrópolis, RJ: Vozes.

Chauchard, P. (1973). O acolhimento: psicofisiologia e educação da receptividade. São Paulo: Edições Paulista.

Cecilio, L. C. de O. (2009). A morte de Ivan Ilitch, de Leon Tolstói: elementos para se pensar as múltiplas dimensões da gestão do cuidado. Interface - Comunicação, Saúde, Educação, 13(Interface (Botucatu), 2009 13 suppl 1). https://doi.org/10.1590/S1414-32832009000500007 .

Dall’Agnol CM, Magalhães AMM, Mano GCM, Olschowsky A, Silva FP. (2012). A noção de tarefa nos grupos focais. Rev Gaúcha Enferm., Porto Alegre (RS) mar;33(1):186-90. https://doi.org/10.1590/S1983-14472012000100024 .

Dutra, D.M. (2022). A construção do cuidado integral em saúde mental em uma equipe da Estratégia Saúde da Família do município de Betim, Minas Gerais. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, Minas Gerais, Brasil. http://www.repositorio.ufop.br/jspui/handle/123456789/15097 .

Ferreira, J. V. G. ; Assis, A (2021, junho). Redes e práticas no cuidado em saúde mental de estudantes de medicina da Universidade Federal de Ouro Preto. Anais do 8º CONGRESSO MINEIRO DE EDUCAÇÃO MÉDICA (COMEM). Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. V. 1. p. 138-138. https://website.abem-educmed.org.br/wp-content/uploads/2021/07/ANAIS-8-COMEM-1.pdf .

Ferreira, P. C. C. M (2021, junho). Mulheres na medicina: gênero e sexualidade nos itinerários formativos das estudantes de medicina da Universidade Federal de Ouro Preto – MG. Anais do 8º CONGRESSO MINEIRO DE EDUCAÇÃO MÉDICA (COMEM). Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. V. 1. p. 158. https://website.abem-educmed.org.br/wp-content/uploads/2021/07/ANAIS-8-COMEM-1.pdf .

Figueiredo, A. M.; Ribeiro, G. M., Reggiani, A. L. M., Pinheiro, B. de A., Leopoldo, G. O., Duarte, J. A. H., Oliveira, L. B. de., & Avelar, L. M. (2014). Percepções dos estudantes de medicina da UFOP sobre sua qualidade de vida. Revista Brasileira De Educação Médica, 38(Rev. bras. educ. med., 38(4)). https://doi.org/10.1590/S0100-55022014000400004 .

Figueiredo, A. A. F.; Queiroz, T. N. (2013, setembro). A Utilização de rodas de conversa como metodologia que possibilita o diálogo. Anais do Seminário Internacional Fazendo Gênero 10: Desafios Atuais dos Feminismos. Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. (v. 10. p. 1-10). http://www.fg2013.wwc2017.eventos.dype.com.br/resources/anais/20/1373241127_ARQUIVO_AUTILIZACAODERODASDECONVERSACOMOMETODOLOGIAQUEPOSSIBILITAODIALOGO.pdf .

Fonseca, J. F. M. (2016). Tradição e modernidade: a resistência de Ouro Preto à mudança da capital. Ouro Preto: Editora UFOP.

Freire, P. (1976). Ação cultura para liberdade. Rio de Janeiro, Paz e Terra.

Freire, P. (1991). Educação como prática de liberdade (20ª. ed.). Rio de Janeiro: Paz e Terra.

Freire, P. (2018). Pedagogia do Compromisso: América Latina e Educação Popular. (1ª ed.) Rio de Janeiro/São Paulo: Paz e Terra.

Freitas, C. M.; Barcellos, C., Asmus, C. I. R. F., Silva, M. A.; & Xavier, D. R. (2019). Da Samarco em Mariana à Vale em Brumadinho: desastres em barragens de mineração e Saúde Coletiva. Cadernos De Saúde Pública, 35(Cad. Saúde Pública, 35(5)). https://doi.org/10.1590/0102-311X00052519 .

Gonçalves, A. L. G (2021, junho).Mulheres na medicina: itinerário formativo das médicas residentes da Universidade Federal De Ouro Preto, MG. . Anais do 8º CONGRESSO MINEIRO DE EDUCAÇÃO MÉDICA (COMEM). Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. V. 1. p. 158. https://website.abem-educmed.org.br/wp-content/uploads/2021/07/ANAIS-8-COMEM-1.pdf .

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2023). IBGE-CIDADES. Brasil. https://cidades.ibge.gov.br/ .

Kinalski, D. D. F., Paula, C. C.; Padoin, S. M.M.; Neves, E. T., Kleinubing, R. E., & Cortes, L. F. (2017). Focus group on qualitative research: experience report. Revista Brasileira De Enfermagem, 70(Rev. Bras. Enferm. 70(2)). https://doi.org/10.1590/0034-7167-2016-0091 .

Lana, Z. M. O (2015). A Atividade Mineradora em Minas Gerais e em Ouro Preto: Impactos Socioambientais e Intervenções para a Sustentabilidade. Sociedade e Território, v. 27, p. 45-59. https://periodicos.ufrn.br/sociedadeeterritorio/article/view/7334/6138 .

Lancetti, A. (org.) (1993). SaúdeLoucura: grupos e coletivos. (Saúde em Debate: Série SaúdeLoucura, n.4). São Paulo; Hucitec.

Lane, S. (1989). O processo grupal. In: S.T.M. Lane; W. Codo (org.). In: Psicologia social: o homem em movimento. (8ª ed., cap. 6, pp. 78-98). São Paulo: Editora Brasiliense.

Machado, O. L. (Org.) (2007). As repúblicas de Ouro Preto e Mariana: trajetórias e importância. Recife: Ed. Universidade Federal de Pernambuco.

Melo, D. Z. F. & Castro, J L. (2022). Entre o Racismo Estrutural e o institucional: Reflexões sobre a Saúde da População Negra no Contexto da Covid-19. New Trends in Qualitative Research, 13, e702. https://doi.org/10.36367/ntqr.13.2022.e702.

Mendonça, A. L. O. (2017). O Ensaio como re-forma: manifesto anti-paperialista. In: R. Pinheiro; T. E. Gerhardt; F. D. Asensi (Org.). Vulnerabilidades e resistências na integralidade do cuidado: pluralidades multicêntricas de ações, pensamentos e a (re)forma do conhecimento (1ed.; cap. 3, pp 39-64). Rio de Janeiro: CEPESC Editora. https://lappis.org.br/site/wp-content/uploads/2017/12/coletanea2017.pdf .

Minayo, Maria Cecília de Souza (2010). O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. (12ª Ed.). São Paulo: Hucitec.

Oliveira, G.G. (2019). O retrato esquecido de Miguel Burnier. Documentário. Mariana/Ouro Preto, Minas Gerais Brasil. https://youtube.com/playlist?list=PLsf9XAKhscCPiZcnIpfMiQAOnc-7x-3Hz .

Píchon-Rivière, H. (1982). El processo grupal. Buenos Aires: Ediciones Nueva Visión.

Pinheiro, R.; Gerardt, T. E.; ASENSI, F. D. (Org.) (2017). Vulnerabilidades e resistências na integralidade do cuidado: pluralidades multicêntricas de ações, pensamentos e a (re)forma do Conhecimento (1. ed.) Rio de Janeiro: CEPESC EDITORA. https://lappis.org.br/site/wp-content/uploads/2017/12/coletanea2017.pdf .

Prado, I.; Assis, A (2021). Direitos Humanos e Saúde Mental em Ouro Preto, Minas Gerais: luta e resistência na construção do cuidado em liberdade. In: A. R. Gomes & R. P. Silva. (Org..). Estudos culturais: identidades fraturadas, memória cultural e processos diaspóricos. (1ed.; v.1, cap. 9, pp. 249-270). São Paulo: Edições Verona.

Roger, C. (2009). Grupos de encontro (9ª Ed; J. L. Proença, Trad.) São Paulo, Editora WMF Martins – Fontes, 2009 (Obra original publicada em 1970).

Santos, A. M. (2019). O Grande Anganga Muquixe Chico Rei: a presença do mito negro no Reinado do Alto da Cruz e nas escolas de Ouro Preto/MG. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, Minas Gerais, Brasil. http://www.repositorio.ufop.br/jspui/handle/123456789/11740 .

Tripp, D. (2005). Pesquisa-ação: uma introdução metodológica. Educação E Pesquisa, 31(Educ. Pesqui., 31(3)). https://doi.org/10.1590/S1517-9702200500030000 .

Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) (2023). História da UFOP. Ouro Preto, Minas Gerais, Brasil. https://ufop.br/historia-da-ufop .

Vasconcelos, E.M (2003). O poder que brota da dor e da opressão: empowerment, sua história, teorias e estratégias. São Paulo: Paulus.

Warschauer, C (2001). Rodas em rede: oportunidades formativas na escola e fora dela. Rio de Janeiro: Paz e Terra.

Westphal, M.F. (1992). Uso de métodos qualitativos no estudo de movimentos sociais por saúde. In: A. W. P. Spídola; E. N. C. Sá; R. C. F. Adorno; F. Zioni (Coord.). Pesquisa social em saúde. (cap. 4, pp. 117-124). São Paulo: Cortez.

Westphal, MF, Bogus, CM, Faria, MM (1996). Grupos focais: experiências precursoras em programas educativos em saúde no Brasil. Bol Oficina Sanit Panam, v.120, n.6. https://iris.paho.org/handle/10665.2/15464 .

Zimmermann, M. H.; Martins, P. L. O (2008, outubro). Grupo focal na pesquisa qualitativa: relato de experiência. Anais do VIII Congresso Nacional de educação - EDUCERE e III Congresso Ibero-Americano sobre violência nas escolas – CIAVE. Curitiba, Paraná, Brasil. Editora Champagnat: v. 1. p. 12116-12125. https://pdfs.semanticscholar.org/85e8/62a1644fba98d8d0ce954100363f46d778ff.pdf .