Aquisição de Competências Parentais da Grávida Adolescente Institucionalizada
##plugins.themes.bootstrap3.article.main##
Resumo
A gravidez na adolescência é considerada um problema de saúde pública, embora a taxa de fecundidade neste grupo etário tenha diminuído, em Portugal no ano de 2022 existiram 6,2 ‰ de grávidas adolescentes. Algumas, sem apoio familiar e numa situação de vulnerabilidade acrescida; residem em instituições de acolhimento, levando a grávida a necessitar de uma intervenção psicossocial para o desenvolvimento de competências pessoais e parentais fundamentais para o desempenho do papel de mãe. O apoio social, é fundamental para proteger a grávida e a criança, prevenir comportamentos de risco e promover o desenvolvimento de competências parentais, facilitando o processo de transição para a parentalidade. O número insuficiente de funcionários das instituições sociais e de saúde, tem um impacto negativo no desenvolvimento das suas competências pessoais, socias, profissionais ou parentais das grávidas adolescentes. Objetivo: conhecer o processo de aquisição de competências parentais da grávida adolescente institucionalizada. Métodos Estudo exploratório, descritivo de abordagem qualitativa, com recurso a entrevista a sete grávidas adolescentes residentes em três instituições de acolhimento. Resultados: A análise de conteúdo do relato das experiências de vida de 7 participantes revelam, medo e insegurança. Consideram importante o apoio do enfermeiro na gravidez para a aquisição de competências parentais através da integração de programas de preparação para o parto e parentalidade. Revelam falta de apoio no pós-parto. Salientando, o importante o apoio das técnicas da instituição de acolhimento. Conclusões. As grávidas adolescentes necessitam de apoio psicossocial, uma vigilância da gravidez e de um acompanhamento no pós-parto mais adequada às necessidades. É imperioso uma maior articulação e complementaridade entre os serviços de saúde e sociais.
Downloads
##plugins.themes.bootstrap3.article.details##
Como Citar
Direitos de Autor (c) 2024 New Trends in Qualitative Research

Este trabalho encontra-se publicado com a Licença Internacional Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0.
openAccess
openAccess
Atkinson, L. D., & Peden-McAlpine, C. J. (2014). Advancing adolescent maternal development: a grounded theory. Journal of pediatric nursing, 29(2), 168–176. https://doi.org/10.1016/j.pedn.2013.08.005
Bardin, L. (2018). Análise de Conteúdo. Edições 70
Carmo, M. E., & Guizardi, F. L. (2018). O conceito de vulnerabilidade e seus sentidos para as políticas públicas de saúde e assistência social. Cadernos de Saude Publica, 34(3). https://doi.org/10.1590/0102-311X00101417
Carmona, A. (2018) Gravidez na Adolescência na Região de Lisboa: Cultura ou Literacia em Saúde? Tese de Doutoramento. http://hdl.handle.net/10400.2/8530
Carvalho, B. (2018) Maternidade na adolescência: os desafios de ser mãe em contexto institucional. [Relatório de Estágio]. Faculdade de Psicologia e de ciências da Educação. Universidade de Coimbra. https://eg.uc.pt/bitstream/10316/85481/1/RELAT%C3%93RIO%20DE%20EST%C3%81GIO.pdf
Decreto-Lei n.º 147/99 da Assembleia da República. (1999). Diário da República: I Série A, n.º 204/99. https://data.dre.pt/eli/lei/147/1999/09/01/p/dre/pt/html
Decreto-Lei n.º 32/2002 da Assembleia da República. (2002). Diário da República: I Série A, nº 294/2002. https://www.igf.gov.pt/leggeraldocs/LEI_032_2002.htm
Diabelková, J., Rimárová, K., Dorko, E., Urdzík, P., Houžvičková, A., & Argalášová, Ľ. (2023). Adolescent Pregnancy Outcomes and Risk Factors. International journal of environmental research and public health, 20(5), 4113. https://doi.org/10.3390/ijerph20054113
Direção-Geral da Saúde (2015). Programa Nacional para a Vigilância da Gravidez de Baixo Risco. Lisboa: DGS
Faria, N. (2016). A Preparação para o Nascimento no desenvolvimento da Confiança Materna nos Cuidados ao Recém-Nascido. [Relatório de Estágio]. Mestrado em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica. Escola Superior de Enfermagem de Lisboa. https://comum.rcaap.pt/bitstream/10400.26/17512/1/Dissertac%CC%A7a%CC%83o_Nat%C3%A9rcia%20Faria_A%20Prepara%C3%A7%C3%A3o%20para%20o%20Nascimento%20no%20desenvolvimento%20da%20Confian%C3%A7a%20Mater.pdf
Figueiredo, B.; Pacheco, A., Costa, R. & Magarinho, R. (2006). Gravidez na adolescência: das circunstâncias de risco às circunstâncias que favorecem a adaptação à gravidez. International Journal of Clinical and Health Psychology, 6(1), 97-125. https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=33760107
Fontanella, B.J.B. (2021). Participantes em investigação qualitativa. In Gonçalves, S.P., Gonçalves, J.P., & Marques, C.G., Manual de Investigação Qualitativa (pp.25-40). Lisboa: Lidel.
Harrison, M. E., Clarkin, C., Rohde, K., Worth, K., & Fleming, N. (2017). Treat Me But Don't Judge Me: A Qualitative Examination of Health Care Experiences of Pregnant and Parenting Youth. Journal of pediatric and adolescent gynecology, 30(2), 209–214. https://doi.org/10.1016/j.jpag.2016.10.001
Instituto Nacional de Estatística. (2023). Taxa de fecundidade na adolescência 2012-2022. Lisboa, Portugal: INE. https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_indicadores&indOcorrCod=0008275&contexto=bd&selTab=tab2
Marques, T., Marski, B., Souza, B., Bonelli, M., Fabbro, M., & Wernet,Monika. (2022). Adolescentes grávidas que experienciaram o nascimento prematuro: Percepções acerca do cuidado pré-natal. Escola Anna Nery, 26. https://doi.org/10.1590/2177-9465-EAN-2021-0253
Magalhães, J. & Paul, V. (2021). Entrevista. In Gonçalves, S.P., Gonçalves, J.P., & Marques, C.G., Manual de Investigação Qualitativa (pp.63-85). Lisboa: Lidel
Mangeli, M., Rayyani, M., Cheraghi, M. A., & Tirgari, B. (2017). Exploring the Challenges of Adolescent Mothers From Their Life Experiences in the Transition to Motherhood: A Qualitative Study. Journal of family & reproductive health, 11(3), 165–173. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6045691/
Minayo, M.C.S. & Costa, A.P. (2018). Fundamentos teóricos das técnicas de investigação qualitativa. Revista Lusófona de Educação, 40, 139-153
Monteiro, S. & Presado, H. (2022). O Enfermeiro Obstetra na aquisição de competências parentais da grávida adolescente. [Relatório de Estágio]. Mestrado em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica. Escola Superior de Enfermagem de Lisboa. https://comum.rcaap.pt/bitstream/10400.26/44571/1/MESMO_9650_original.pdf
Oliveira, P. (2017). Maternidade na Adolescência. [Dissertação de doutoramento]. Universidade Católica Portuguesa. https://repositorio.ucp.pt/bitstream/10400.14/24204/1/Maternidade %20na%20Adolescencia.pdf
Ordem dos Enfermeiros. (2019). Regulamento das competências específicas do enfermeiro especialista em enfermagem de saúde materna e obstétrica. Diário Da República, II Série, nº 85/2019. https://dre.pt/application/conteudo/122216892
Ordem dos Enfermeiros. (2021). Regulamento dos Padrões de Qualidade dos Cuidados Especializados em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica. Lisboa: Ordem dos Enfermeiros. https://www.ordemenfermeiros.pt/media/23179/ponto-3_padr%C3%B5esqualidade-dos-cuidados-eesmo.pdf
Organização Mundial de Saúde (2019). Adolescent pregnancy: Evidence brief. Geneva: World Health Organization. https://www.who.int/publications/i/item/WHO-RHR-19.15
Organização Mundial de Saúde (2023). Adolescent health. Geneva: World Health Organization. https://www.who.int/health-topics/adolescent-health#tab=tab_1
Patrício, J., Calheiros, M., & Martins, A. (2016) Self-representation questionnaire for youths in residential care. Children and Youth Services Review. 61. https://doi.org/10.1016/j.childyouth.2016.01.007
Visacri, M.; Komoda, D.; Meza, I.; Clavero, M. (2023). Pregnancy in adolescence: a public health issue. In Adolescent Pregnancy Prevention: Educational Strategies and Implementation in Public Health. Inajara Rotta (Ed.). https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/150076/2/629665.pdf
https://orcid.org/0000-0002-6852-7875