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Márcia Wanderley de Moraes https://orcid.org/0000-0002-3359-1420

Rafaela de Volpato Fornél Antunes https://orcid.org/0000-0003-1705-1181

Rodrigo Lima da Silva https://orcid.org/0000-0002-0213-4171

Viviane Okama Bertholomeu Malta https://orcid.org/0009-0007-7231-5940

Fabiane de Amorim Almeida https://orcid.org/0000-0002-8062-3579

Resumo

Introdução: A criança submetida ao transplante de medula óssea (TMO) pode se sentir fora do controle de sua rotina, pois seus vínculos sociais e afetivos foram interrompidos pela internação prolongada. Objetivo: Compreender os sentimentos experimentados pelo familiar acompanhante em relação ao cuidado à criança/adolescente após o TMO no hospital. Método: Estudo descritivo-exploratório, qualitativo, desenvolvido em uma instituição privada da cidade de São Paulo, Brasil, com seis familiares de crianças submetidas ao TMO. Os dados foram coletados por meio de entrevista semiestruturada após aprovação do estudo pelo Comitê de Ética em Pesquisa da instituição (no: 3.955.196). Utilizou-se a análise qualitativa dos dados, segundo o modelo de categorias temáticas de Minayo. Após a transcrição literal das entrevistas, realizou-se leitura abrangente para se obter uma percepção inicial dos relatos. Leituras sucessivas permitiram destacar trechos significativos, agrupados inicialmente a partir das diferenças temáticas no processo de categorização e, posteriormente, agregados por semelhança de conteúdo. A síntese dos discursos deu-se pela aproximação dos pressupostos teóricos aos dados empíricos. Resultados: A partir dos relatos, emergiram cinco categorias que evidenciam a mudança no cotidiano familiar em função do transplante e o seu impacto nas expectativas futuras do acompanhante em relação à saúde da criança, a importância do suporte da equipe multidisciplinar no hospital, o papel fundamental de rede de apoio social e o turbilhão de sentimentos vivenciados pelo acompanhante nesse momento difícil em sua vida. Considerações finais: Conhecer as experiências de familiares acompanhantes da criança hospitalizada submetida ao TMO revela a necessidade de adaptações de todos os envolvidos à nova rotina e do fortalecimento do vínculo com a equipe multiprofissional, que deve se sensibilizar às preocupações da família. Os resultados evidenciam o mérito da abordagem qualitativa para investigações em que situações envolvendo vivências e sentimentos de crianças e familiares sejam contemplados no contexto da saúde.

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Seção
Estudos Empíricos com Reflexão Metodológica

Como Citar

Márcia Wanderley de Moraes, Rafaela de Volpato Fornél Antunes, Rodrigo Lima da Silva, Viviane Okama Bertholomeu Malta, & Fabiane de Amorim Almeida. (2023). EXPERIÊNCIA DO ACOMPANHANTE FAMILIAR NO CUIDADO À CRIANÇA HOSPITALIZADA APÓS TRANSPLANTE DE MEDULA ÓSSEA. New Trends in Qualitative Research, 18, e925. https://doi.org/10.36367/ntqr.18.2023.e925
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