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Ioneide de Oliveira Campos https://orcid.org/0000-0002-6803-2725

Yasmim Bezerra Magalhâes https://orcid.org/0000-0002-0614-5644

Silvia Badim Marques https://orcid.org/0000-0003-1331-719X

Resumo

Introdução: A discussão sobre trabalho e gênero tem apontado a vulnerabilidade da mulher na sociedade, no entanto, no âmbito da saúde mental, ainda são escassos os estudos que discutem essa temática na perspectiva da reabilitação psicossocial. Objetivos: Compreender as experiências de trabalho de mulheres vítimas de violência atendidas em um serviço de saúde mental. Métodos: Estudo qualitativo com a participação de 18 mulheres usuárias de um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de Brasília, Distrito Federal, as quais responderam a uma entrevista semiestruturada. Os dados foram analisados com o apoio da análise temática de conteúdo. Identificaram-se as seguintes categorias: o trabalho precarizado e informal; as diferentes formas de violência e sua relação com o trabalho; atravessamentos dos sonhos: onde as mulheres se sentem (in)capazes? O rótulo da loucura e a relação com o trabalho. Resultados: Identificaram-se várias influências associadas ao trabalho, sendo este, de modo geral, informal, no qual as participantes relataram relações precárias de exploração, violência e baixa remuneração. Considerações finais: As experiências de trabalho de mulheres vítimas de violência entrevistadas indicaram a necessidade de estratégias de empoderamento no âmbito da atenção psicossocial, para o enfrentamento dessa violência.

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Seção
Estudos Empíricos com Reflexão Metodológica

Como Citar

Ioneide de Oliveira Campos, Yasmim Bezerra Magalhâes, & Silvia Badim Marques. (2023). TRABALHO, VIOLÊNCIA E SAÚDE MENTAL: UM ESTUDO QUALITATIVO COM MULHERES . New Trends in Qualitative Research, 18, e876. https://doi.org/10.36367/ntqr.18.2023.e876
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